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REFLETINDO SOBRE BRECHT E A REALIDADE ATUAL

Tentando entender a situação social e politica atual, dinâmica complexa com manifestações em várias partes do mundo e uma fase muito diferente na situação brasileira. A falta de perspectiva histórica e revolucionária. Por um lado, organizações politicas e movimentos tentam se colocar na situação, por outro, movimentos surgem dizendo sobre novas ideias que na prática são antigas, no entanto, parece surgir movimentos com ideias novas, já que podem surgir de seu próprio tempo e por isso mesmo acabam não sentindo necessidade de se dizer novidade. As religiões, principalmente as monoteístas começam a se colocar com foco direto para o movimento de contestações. Ligando a televisão, vi uma chamada para uma campanha que parecia dizer: Qual sua aflição? Remoção? Manifestações que não trazem respostas? Venha para a noite dos vencedores, onde você encontrará todas as respostas para suas reivindicações.  À muitos limites, mas quais são eles? O que realmente falta para avançar politicament...

A HISTÓRIA DO TEATRO QUE NÃO ABRIU

Jessé Duarte Agradeço a Marcelo Dias Costa, que deu titulo a este experimento textual. Essa é uma reflexão escrita em forma de texto teatral. Um ensaio dramatúrgico de estrutura experimental, livremente  inspi rado na realidade cultural do Brasil e principalmente de Contagem (MG). Realidade que se configura como um problema social grave.  Neste dia 27 de março comemoramos o Dia Mundial do Teatro, e mais uma vez, teatros e espaços culturais estão fechados, abandonados. Não é difícil ver por ai, o patrimônio público transformando-se em centros culturais de empresas ou até mesmo em igrejas. Este texto tenta refletir essa realidade de forma contraditória e pode ser utilizado como norteador para criação de cenas, onde pode ser incluindo o ponto de vista dos artistas envolvidos. Serve também como uma forma diferente de leitura de uma realidade que vem sendo justificada com abstrações e fragmentos de discursos mercadológicos...

A FESTA DO POVO É A LUTA DO POVO

Organizar o Carnaval de Rua em Contagem (MG) tem sido uma verdadeira luta. Reflexo de como a cultura popular é tratada na cidade. Ao longo de anos, políticos, empresários e setores elitistas da sociedade sempre utilizaram da arte e as manifestações populares como uma forma a mais de propagar suas ideologias. Não é por acaso que ao chamar uma reunião para organizar um suposto resgate do Carnaval de Rua, a Fundação Cultural da Cidade apresenta e mantém um EVENTO que endossa a competição e coloca os blocos a serviço de um grande evento que passa a impressão de que algo esta sendo feito pela cultura popular. Na reunião, os gestores se comportam como gincaneiros. Gincanas, tradição essa, que ao contrario, é muito respeitada pelo poder público, talvez porque a eleição do prefeito atual tenha sido uma grande gincana - Quem conseguisse mais votos ganhava o premio: Um cargo, um gabinete, uma lei aprovada, um terreno cedido, um imposto esquecido. Uma zona neutra, para comercializar na periferia...

PARA LER NO NATAL

Para festejar o natal, deixo 25 microcontos de Marcelino Freire, e transcrevo uma fala de Antônio Abujanrra. Creio que resumem o que sinto em meio à tanta contradição. FELIZ NATAL! Enquanto isso na Síria, é assim que Bashar Al Assad  deseja um Feliz Natal "Esse comercialismo cruel, essa estética trágica da pobreza. Esse natal que querem colocar dentro da gente, não é realmente o verdadeiro natal. Papai Noel. O trenó dele não para na África trágica? Não para na América do Sul também,. Não para no Oriente Médio, Ele para no Iraque? No Iran? Ele para onde? Nas favelas brasileiras, ele para? Brasil 40 milhões de indigentes. Procure no dicionário o que quer dizer indigente, é pior do que pobreza. Papai Noel vai lá"?  Antônio Abujanrra 25 MICROCONTOS PARA LER NO NATAL [1]  – Papai Noel não existe. Disse ao Menino Jesus. [2] Passa o peru. E ele passou. [3] Sente, meu filhinho, sente. E diga para o velhinho aqui o que você quer de presente....

APOEMA SARAU LIVRE - ESPAÇO PARA LIVRE EXPRESSÃO EM CONTAGEM

Ontem (20/12/2013) foi lançado um espaço de encontro artístico e para livre expressão, na cidade de Contagem (MG). O Apoema Sarau livre é resultado do esforço de um pequeno coletivo que se reuniu algumas vezes, se dedicou em pensar e estruturar uma proposta para cidade, onde fosse possível agregar público e artistas com nivelamento das relações avessas à lógica da arte enquanto mercadoria, ao acesso enquanto mera contemplação abstrata. O esforço maior deste coletivo foi pensar algo aberto e em constante movimento, que se construa a partir das relações estabelecidas no lugar, sejam elas, vindas do ato de se expressar e apresentando um trabalho no Sarau ou da recepção de que está sendo apresentado pelo artista, num espaço sem coxias, sem camarins em que o artista esteja do lado do público, em contato direto podendo dialogar e ser acessível de todas as forma, que o público também tenha voz e direito de se expressar ou até mesmo descobrir o artista que existe oculto em si.  Além disso...

SOBE E DESCE JORNAL O TEMPO

Na coluna politica Sobe e Desce do jornal O Tempo, de hojedia 20/12/2013, em reconhecimento ao trabalho de várias pessoas que movimentam a cultura independente na cidade de Contagem (MG). Essa semana, elencaram meu nome para seta verde. Semanalmente essa coluna destaca ações negativas ou positivas de pessoas da cidade, relativas a questões relacionadas à esfera da vida pública.   Ao que vejo, é uma forma de reconhecer o trabalho de todos que se somam as mobilizações, ações e discussões do Fórum popular de Cultura FPC Contagem), dos artistas que se unem sobre tantas dificuldades para criar uma indenidade cultural local. Para reconhecer a importância dos que não se tombaram diante das politicas de migalhas e de cooptação do atual governo municipal (PCdoB), dos que não se deixam iludir, achando que a única forma de produzir se dê através do silencio e do favoritismo. Ações positivas são as dos artistas que não se calaram perante aos senhores prepotentes deste govern...

UM VERDADEIRO OASIS BEM NO MEIO DA CIDADE INDUSTRIAL

11 de dezembro de 2013 Sabe aquele engarrafamento de hoje que parou todas as vias de acesso vindo da Av. Amazonas e do Barreiro para Contagem? Os ônibus desligados, carros encostados, motos passando pelo passeio, todos os pontos lotados de trabalhadores tentando se esconder da chuva para chegar menos molhado possível em casa - tudo literalmente parado. La estava eu, d ecidi descer do ônibus e vir a pé do Barreiro até o Eldorado. Cheguei em casa faz um tempo e ainda esta tudo parado. Adivinhem agora oque causou o engarrafamento? Literalmente uma lagoa em frente ao Oasis, o belo empreendimento que alia natureza, cultura e lazer: Agora entendi de qual natureza estavam falando: Os moradores do Oasis terão uma bela vista de cima, de uma verdadeira lagoa natural causada por temporal. Como entretenimentos poderão ver um belo engarrafamento, uma grande minhoca de metal com luzinhas coloridas que lembraram o clima consumista do natal. Há e a cultura, sim um museu só pra quem mora no Oasi...

REFLETINDO SOBRE A CULTURA EM CONTAGEM

Publicado  no Jornal O Tempo - 19/07/2013 A FUNDAC (Fundação Cultural do Município de Contagem) continua gastando os poucos recursos destinados a área da cultural. E pra que? Para levar acesso a arte para as periferias da cidade? Para desenvolver cursos de formação a capacitação aos artistas e interessados no fazer artístico? Para equipar os os poucos teatros e locais para eventos e exposições? Não, não é para fazer nada disso. Há duas frentes de gastos hoje, que precisam ser questionadas seriamente, a primeira é o aparelhamento dos órgãos públicos: Gasta-se muito mantendo os cargos de pessoas que foram alocadas sem concurso publico e a partir do desvio de função. Outra frente, é que se gasta muito com a manutenção das politicas de evento, onde o que vale é dar visibilidade a artistas renomados em momentos e locais estratégicos para dar a impressão de que se está fazendo algo pela cultura local. Ao contrario disso, o artista local se encontra sem apoio e entregue ao favoriti...

O TAL DO EDITAL CULTURAL PARA CONTAGEM

22 de novembro de 2013 Muito evento para discutir o orçamento de Contagem, e muito falta de participação para aprovar empréstimos sem consultar da população. É de se espantar, ver as noticias sobre os feitos políticos, culturais ou sociais em nossa cidade. Contagem parece ter parado no temo, com modos de províncianos, de uma cidade do nordeste comandada por coronéis. Os coronéis contagenses são as velhas caras, que se enriqueceram ao longo tempo com ajuda de alguns fatores que foram fundamentais para isso: A falta de editais par contratar serviços, os contratos com empresas de apoiadores de campanhas para prestar serviços nos processos de licitação, aprovação de leis que visam primeiro beneficiar o empresário e não o povo, o silencio do ministério publico. Prevalece a máxima do bom burguês, que sendo ajudado poderá ajudar o trabalhador, pois o trabalhador só existe em função do patrão. Não seria o contrario? Essa inversão de valores em Contagem tem particularidades bem dis...

PANORAMA POLITICO CULTURAL DA CIDADE DE CONTAGEM

27 de novembro de 2013 Caminhamos para completar um ano da gestão do PCdoB e dos vários partidos aliados na administração pública de Contagem (MG). Fazendo um pequeno regresso histórico, a cidade vinha de oito anos de um governo que se dizia popular e pouco avançou em relação à popularização e democratização da cultura, a criação de politicas publica estruturantes para o setor e para promoção do debate em torno do tema. Ficamos sete anos sem conferencias de cultura e a FUNDAC – Fundação de Cultura de Contagem, foi criada nos últimos meses de mandato da Prefeita Marilia (PT), como que para fazer campanha no período eleitoral. Com um estatuto ultrapassado, a fundação foi criada, e ao assumir a nova gestão, Carlin Moura fez apenas, implementar o descaso e legitimar a tragédia histórica reservada ao setor cultural. Sem realização de concurso, ignorando o movimento cultural com o qual dialogava antes de se eleger e prometia promover debates para avançar significativamente. A cultu...